Meus avós maternos, Maria e Manuel, viviam em Coimbra, mas mantinham a casa em Condeixa-a Velha e os haveres também...e davam inicio à construção da casa de Condeixa-a-Nova.
Tinham tomado a opção de ir para Coimbra por causa dos estudos dos filhos - Mª.do Carmo, Mª.do Rosário, Benjamim e Manuel.
A casa, na couraça dos Apóstolos, em plena Alta, para ajudar às despesas tornou-se em casa de hóspedes, estudantes universitários.
Um ilustre hóspede, tornado amigo, foi o Senhor Dr.Almeida Santos, hoje ainda figura política de Estado.
Bem. Quando eu tinha cerca de 4 anos fui passar uns dias a casa da avó. Minha mãe foi ajudar em qualquer tarefa e eu, pequenita lá ia ocupando o tempo como podia, de volta da empregada Melânia.
Uma manhã, a minha mãe, de volta do almoço para os hóspedes, precisou de vinha branco para temperar o petisco.
Com a empregada ocupada, e a taberna do outro lado da estreita rua, sem carros que oferecessem perigo, foi à janela no 1º.andar, chamou o taberneiro pelo nome e informou-o que me ía mandar lá com a garrafa para encher de vinho branco.
Orgulhosa do mandato, desci as escadas, cumpri a tarefa mas...nunca mais aparecia de volta!
Minha mãe achou estranho, voltou à janela para saber de mim e eu...tinha desaparecido com o precioso liquido...
Aflita e para começar a procurar, quando vai a sair para a rua, olha para o fundo da escada e...estava eu, bem sentada e acomodada com a garrafa à boca!
- Belinha! Que estás a fazer?
eu...senhora do meu nariz e querendo aproveitar bem o momento respondi peremptória:
- Espera! Estou a beber!
Desta...lembro-me eu...

